Pesquisa sobre a harmonia das cores, artista gráfica

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O USO RACIONAL DA COR

 

O uso racional da cor


                         
 A TEORIA DA COR BASEADA NA TEORIA DA MÚSICA

Gráfico

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          Quando um raio de luz mergulha sobre um cristal, o esplendor das cores se esparrama ao seu redor retalhando- o em um espaço multicolorido! Quantos mistérios se escondem atrás desse fenômeno simples, mas representá-lo numa tela ou em um ambiente é uma tarefa complexa. O colorido sempre foi a fonte inspiradora para artistas de todos os tempos - um enigma ainda não totalmente desvendado!

          A luz mexe com as nossas emoções, seja em uma tarde ensolarada de inverno ou de um verão intenso. O poder que se irradia de uma simples visão pode transformar nosso humor como se fosse o dono dela. Entender essas variações e seus estímulos para provocá-la no espectador é um dos objetivos da pintura.

          Acostumada a luz dos trópicos e poder trabalhar com suas cores vibrantes sempre me fascinou.  Porém eu não conseguia entender a  lógica de sua  harmonia, notando que deveria haver um sistema que o regia.  Após pesquisar e estudar em vão quase todas as teorias publicadas sobre o assunto,  parecia-me que a combinação harmoniosa de cores era um segredo que os artistas guardavam para si mesmos -  a sete chaves!

         Amante da arte da aquarela, onde o misturar das cores sem perder a transparência tem extrema importância, lancei-me então numa pesquisa própria.  Adquiri todos os tipos e cores de pigmentos existentes no mercado e ao mistura-los entre si, tentava recriar a magia da natureza. Mas quanto mais eu tentava, mais frustrada  ficava, pois a mistura dos pigmentos resultava apenas em tons sujos e opacos.

         Um dia, uma amiga que  acompanhava de perto minha odisseia, presenteou-me com um exemplar de uma obra republicada em Londres,  sobre os estudos do filósofo grego Pitágoras - The Secrets Teachings of all  Ages pela Philosophica Research Society-LA.   Era um manuscrito muito raro do filósofo que viveu no ano 400 AC,  e entre suas teorias de Geometria, Astronomia e Música trazia também alguma referencia sobre cores. 


         Ele foi um profundo observador e estudioso da natureza, para ele tudo começava e terminava nela.  Um fato que chamava sua atenção era em relação aos sons harmônicos: as dissonâncias e as consonâncias musicais. Foi ele quem criou o sistema das sete notas musicais do, ré, mi, fa, sol, la, si, dando a cada uma delas uma determinada cor do espectro solar. As cores primárias: amarelo, laranja, vermelho, magenta, violeta, azul e verde. Ele criou também todo o fundamento da harmonia musical -  a lei das oitavas e a ESCALA DIATÔNICA.

         Como a música tem uma teoria muito definida e comprovada, talvez eu pudesse me apoiar nela inspirando-me em sua harmonia. Era apenas uma relação das notas musicais com a cores  mas para mim foi uma luz - um novo caminho de pesquisa que foi aberto.

        Na ocasião, minha filha tinha aulas de piano com um maestro americano, Mr Georg Byrd,  radicado na Alemanha, com quem eu comecei a ter aulas de teoria da música. Mas enquanto ele falava em acordes musicais eu só pensava em cores.  Notei logo que a música era sustentada pela matemática, logo as cores também deveriam, ser, e o são!

         No início, eu confesso, foi apenas a curiosidade de entender seu mecanismo, mas fui logo encontrando pontos de convergência entre elas e fui me apaixonando!... Esperava ansiosa pelas aulas,  que eram como o abrir da caixa de Pandora!.........

              
                  Percebendo que estava no caminho certo comecei a procurar outros prováveis seguidores dessa ideia. A relação de tons ou sons com uma cor específica já aparecia na antiguidade, precisamente no Oriente Médio.  Na Renascença, Leonardo da Vinci, criador em vários ramos da arte afirmava: ¨A musica e a pintura são irmãs pois ambas dependem do mesmo princípio – o da Harmonia¨. Pomponius Gauricus, em 1503, em suas escritas " De Scultura", menciona a exatíssima harmonia do corpo humano e sua relação com a geometria e a música.  Miguel Angelo, pintor e poeta, escreveu Madrigais, e para ele também a poesia e a música caminhavam paralelamente.

        Segundo Rudolf Wittkower em seu livro ": Architectural Principles in the Age of Humanismus", Londres, 1952- " O conhecimento das proporções harmônicas de Pitagóras passou através da música para todas as outras artes". Mas essa relação só apareceu na Europa na Renascença com o desenvolvimento da sua arte e com o aprimoramento de seus artistas.

         No Romantismo descobre-se o aspecto musical com Corrégio, cujo trabalho é comparado com o do músico Pergolesi, pois ambos usavam os tons altos e claros para representar a luz e os baixos e escuros para as sombras. O ponto alto desse encontro deu-se no Impressionismo, quando músicos e pintores como Delacroix, imitavam a natureza com seus tons e cores como inspiração para seus trabalhos.

         Quais seriam os segredos de um bom colorido? Existiriam regras a serem seguidas? Se existe uma teoria comprovada da música, dar cor às notas seria a solução do problema ? As notas de um acorde transformadas em cores também seriam harmoniosas? E qual seria o segredo das maravilhosas cores do fundo do mar?  Com todas essas perguntas borbulhando em minha cabeça  mergulhei nessa pesquisa e a cada passo sentia estar no caminho certo!


Peixe de brinquedo

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        Esse estudo foi feito com uma profunda pesquisa das cores, da música e de suas  aplicações. A comparação entre elas foi feita intuitivamente, mas como dizia Pitágoras: -
¨O conhecimento é um processo cumulativo que se adquire observando os fenômenos naturais, os quais interpretados pelo consciente permitem que o inconsciente aja intuitivamente¨.

        Comecei a aplicá-la em minhas aquarelas, lembrando-me de uma frase de Paul Klee ao pintar pela primeira vez sob a luz dos trópicos na Tunísia  na África, exclamou:-
  ¨Agora eu me tornei um pintor!¨

         E eu pensava Eureka!......

     

                                                         P I T Á G O R A S

Uma imagem contendo pessoa, no interior, homem, mulher

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                  Pitágoras nasceu na Grécia no séc. VI AC, era filho do mercador Mnesarchus e de Parthenis. Ambos haviam deixado a Síria por medo de Cambyses, um rei muito cruel que perseguia a todos que se opunham a ele. Segundo Godfrey Higgins escreveu em "Anacalypsis", o casal resolveu consultar um sacerdote em um oráculo em Delphi, para saber se poderia voltar sem perigo para a sua terra natal - a Síria!

       O profeta Pythoness colocou sua mãe, grávida,  sobre um tripé de ouro, profetizando que ela daria a luz a um menino excepcional - um ser predestinado! Esse estaria destinado a suplantar todos os homens na área do conhecimento e através de seus estudos contribuiria muito para o progresso da humanidade. Através de todos os tempos, Pitágoras sempre foi considerado como tal, havendo até comparações do seu nascimento com o de Jesus Cristo. Ambos nasceram em Sídon, mais tarde chamada Belém na Síria, durante uma jornada, e ambas as mães foram avisadas sobre importância dos filhos que teriam.


       O Deus Sol como era chamado então o Espírito Divino, apareceu depois também para seu pai, pedindo-lhe que não mantivesse relações carnais com sua esposa durante a gestação. Por esses motivos, ele foi chamado na  época - o filho do Deus Sol! Seu pai ficou tão impressionado com o fato,  que mudou o nome de sua esposa para Pythasis, em homenagem ao profeta.

       Em 535 AC, Pitágoras foi para o Egito, onde foi  aceito como sacerdote  no templo de Diospolis. Foi iniciado em todos os mistérios de antigas doutrinas e também em Brahmins, a antiga Maçonaria. Em 525 AC, o rei da Pérsia, Cambyses invadiu o Egito, e ele foi feito prisioneiro e enviado à Babilônia. Em 520 AC,  retornou a Samos, sua cidade natal pois Cambyses havia morrido e em seguida foi para Crotona no  sul da Itália, para estudar leis. Lá ele fundou uma escola que foi chamada de - " O Semicírculo".


        Ele é considerado o pai do Esoterismo e o primeiro a ser chamado de " filósofo", nome criado por ele mesmo, que queria dizer: -¨Aquele que se dedica a decifrar os mistérios da natureza". As mulheres também podiam  tornar- se filosofas e ele casou–se com uma delas, Teano, a primeira mulher matemática e filósofa da história. 


     
  Pitágoras foi um grande estudioso do universo, do bem e do mal, do belo e do feio, afirmava que: -" "artista é todo indivíduo sensível que educa, interpreta e aplica suas percepções provenientes dos fenômenos naturais". Dizia também que os homens sabem o que desejam, mas poucos sabem do que necessitam, e explicava Deus, como um composto de substâncias de luz e de verdades, e a causa e a inteligência de tudo.

        Considerava essencial um entendimento racional do Universo e um de seus dizeres favoritos era: "Devemos evitar nos mostrar superiores, amputando com fogo e espada e por todos os outros meios das doenças da alma - a ignorância;  do ventre- a luxúria;  da cidade- o tumulto;  da família- a discórdia; e de todas as outras coisas- os excessos¨.
    
                      Tinha poucos discípulos, aos quais ensinava os mistérios que lhe tinham sido revelados, o estudo da geometria, da música e da astronomia, com aulas que eram sempre iniciadas pelo canto, que considerava terapêutico. Por seus ensinamentos e descobertas ganhou muitos inimigos que o assassinaram. Existem diferentes relatos sobre sua morte, quando muitos dos seus seguidores também teriam sido também mortos.

        Foi ele que criou os fundamentos atuais da matemática, da astrologia e da musica,  considerando-se esse tripé triangular, a base das artes e ciências atuais, que graças a sua mulher e seus discípulos foram perpetuados.


                                            A   MÚSICA   DE   PITÁGORAS

         Pitágoras  acreditava que o universo era um monoacorde -  uma única corda conectada na parte superior com o espírito absoluto e na parte inferior com a matéria absoluta!  A arte da música, segundo ele, era uma ciência rigorosa com leis perfeitamente fundamentadas na harmonia, a qual por sua vez com fundamentos matemáticos.
Ele, apesar de não ser músico, estudava a sua harmonia -as dissonâncias e as consonâncias musicais. 
            
                 Um dia, enquanto meditava sobre ela, ao passsar por uma serralheria enquanto o serralheiro martelava um pedaço de metal sobre uma bigorna, notou a variação dos tons produzidos por ele ao martelar o metal. Entrou na oficina e observando cuidadosamente o som das batidas e o peso do martelo teve o primeiro indício dos intervalos de uma oitava e de sua escala diatônica.

         Ao voltar para a sua casa, fez uma armação de madeira na parede,com intervalos regulares onde instalou quatro cordas de metal. Na primeira corda pendurou um peso de doze pounds, na segunda um de nove, na terceira um de 8 e na quarta um de 6. Esses pesos correspondiam os mesmos pesos,  composições e tamanhos usados pelo serralheiro dando diferentes tensões ao arame esticado. 

 
        Com esse experimento, ele descobriu que a primeira e a quarta nota tocadas tinham o mesmo som. Elas produziam o mesmo som, a harmonia de uma oitava, isto é, ao dobrar ou dividir o peso conseguia o mesmo efeito - o mesmo som em um timbre mais alto ou mais baixo. A tensão da primeira corda era duas vezes maior que a da quarta e assim por diante. A nota DO ou C, tocada em diferentes oitavas do piano, ecoa o mesmo som, embora mais alto, mais baixo, mais grave ou mais agudo, mudando apenas seu timbre. No estudo dos sons musicais em cordas esticadas, sob a mesma tensão, descobriu a relação altura e timbre do som da nota emitida com o comprimento da corda.


        Explicando melhor -de  todos os sons emitidos só são sete os que podem ser diferenciados pelos nossos ouvidos, já que o oitavo é a repetição do primeiro - mais grave ou mais alto, o que ele chamou de OITAVA!  E assim também as cores que apenas 7 tons podem ser diferenciadas pelos nossos olhos. A primeira nota Do do piano tem vinte e quatro vibrações, para que uma escala seja completa tem que terminar no DO seguinte no dobro das vibrações, ou seja, quarenta e oito vibrações, e assim por diante..... 


                      Ele então criou as sete notas musicais da oitava:-DO, RÉ, MI, FÁ, SOL ,LÁ E SI  atribuindo a  elas as sete cores do espectro celeste: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta.

Gráfico de bolhas

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                      Ele foi tão longe em suas pesquisas que pode reconheceur o poder da musica sobre os sentidos e as  emoções. Para comprovar como uma melodia provoca os sentidos, ele fez diversos experimentos e em um deles colocou um músico tocando numa esquina da cidade. Conforme a melodia, um homem que batia à porta da casa de sua amante, tornou-se enraivecido e começou a querer derrubá-la, mas quando a melodia mudou,  acalmou-se e foi embora. Ao ter conhecimento do poder da musica sobre as emoções, a igreja católica decretou que as composições musicais apenas poderiam ser criadas pela igreja e a sua desobediência poderia ser castigada até com a morte.


                     Comprovando as leis de Pitágoras, o quimico John A Newlands 1837/1898-,em Londres, aplicou  a lei das oitavas como modêlo para os elementos químicos. Ele ordenou os elementos químicos na ordem ascendente de seus pesos atômicos como na escala musical, e descobriu então que todo oitavo elemento quimíco era uma repetição das propriedades do primeiro. Contribui com isso para a criação das leis periódicas,  lei que é conhecida como a lei das oitavas da química moderna.

·                 Pitágoras afirmava poder ouvir a melodia celestial dos planetas se movimentando no espaço.  Santa Edwiges-1174 ( Hildegard von Bingen) a qual foi internada em um convento ( onde não se podia conversar umas com as outras) , com apenas seis de idade,  Ela também afirmava ouvir a m[usica dos planetas, e tinha visões que foram documentadas em um livro - Älle Schönheit des Himmels"de Charlotte Herner. Essas visões se parecem muito com os gráficos deixados por Pitágoras.

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Uma imagem contendo laranja, luz

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                     A NASA (Aeronautics and Space Administration) conseguiu recentemente através de novos instrumentos, registrar e reproduzir as vibrações eletromagnéticas emitidas pelos planetas e estrelas. Estes sons vêm de várias fontes tais como das vibrações eletrônicas dos diferentes planetas, suas luas e anéis em seus campos eletromagnéticos.

               Da mesma maneira que uma onda sonora ressoa dentro de um instrumento musical para criar uma nota, em uma escala muito maior elas ressoam dentro de uma estrela ou planeta. As magnetosferas planetárias se transformam em ondas de rádio ao tocar as suas superfícies produzindo turbulência em sua  estrutura interna que causam o som das sinfonias celestiais. A medida dessas turbulências criadas pelas vibrações depende do tamanho, densidade e da rotação da estrela.

                   Astrônomos creem que essas frequências sonoras também podem variar pois são oscilações como uma mudança rítmica causada pela mudança minuto a minuto sob brilho ou luz das estrelas, a luz do sol. Os cosmólogos tentam entender o enigma chamado de " a harmonia perfeita". De acordo com o físico Lee Smolin, fundador do Instituto Perimeter de Física Teórica, Waterloo, Ontario, nosso universo já criou muitos universos ocultos além dos horizontes negros de buracos negros. "As leis da natureza são perfeitamente afinadas para que o Universo possa abrigar a vida", diz Smolin.


Uma imagem contendo no interior, balcão, mesa, pequeno

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         Desde que foi comprovado que a harmonia não é determinada por intuição e percepções, mas por razões matemáticas, Pitágoras a chamou de Cânone. O princípio do cânone é de um motivo ou tema repetido ou tocado contra si mesmo. Isso acontece quando vozes ou o mesmo motivo principal é copiado várias vezes. Na música, isso acontece de várias maneiras, e é também chamado de FUGA, ex: nas canções de roda. Na arte, nos desenhos de estamparia onde o mesmo motivo repete-se ordenadamente.

         Na geometria ele acrescentou a esfera às formas sólidas já conhecidas na antiguidade - a mais perfeita delas. São elas:- tetraedo, cubo, icosaedro, dodecaedro, pentágono e esfera.  Na aritmética,  é atribuído à Pitágoras  várias descobertas:- as propriedades dos números inteiros e sua classificação em primos e compostos, pares e ímpares; o máximo e o mínimo divisor comum.

         Na filosofia pitagórica tudo eram números, concepção essa que vinha dos números naturais aplicados aos objetos geométricos, e todas as medidas podem ser mensuradas tendo como base uma unidade de medida. Entre as descobertas de Pitágoras, a mais importante delas é o teorema que leva seu nome, seu enunciado:- ¨Em qualquer triangulo retângulo , o quadrado do comprimento da hipotenusa é a soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos¨.Hipotenusa = lado oposto ao do ângulo reto Cateto= os dois lados do ângulo reto. 

             O triângulo tetraedo é o vermelho no centro, os quadrados resultantes dos lados, tem diferentes áreas, mas elas têm uma proporção entre si. O símbolo que representava os pitagóricos era o pentagrama ou pentágono estrelado, devido as propriedades dessa figura. Ao cruzarmos dois pentágonos, formam um novo pentágono, chamado de secção áurea.

       Para dar continuidade a minha pesquisa e entender como era usada a harmonia tive que retornar ao princípio da história da música  - aos Cantos Gregorianos! Então vamos lá......


                                                     OS CANTOS GREGORIANOS


Imagem digital fictícia de personagem de desenho animado

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      No começo da Cristandade surgiu uma outra maneira de ver e entender o universo. O papa Gregório, o grande,no sec. VII, ordenou que fosse criada uma melodia simples e perfeita para os rituais da igreja. Essas criações levam seu nome -Cantos Gregorianos, uma música de sons claros, calmos, transparentes e modulações bastante típicas, chamadas de melismas.

     Conhecia-se os efeitos provocados pelas diferentes formas de composições, das quais brotavam  emoções como: de ira, paz, paixão, etc O coral gregoriano não nasceu do espírito ocidental, mas foi uma ponte entre as culturas orientais e ocidentais. È um sistema que admite não uma relação entre os tons, mas sim um parentesco entre eles.    

                   Benedito de Nursia que fundou o mosteiro de Montecassino em 529 DC,  adotou os cantos gregorianos para os rituais da igreja o qual é usado até hoje. Sua raiz é a  modalidade, a proporção ou  a equidistância entre os tons da escala diatônica de Pitágoras.

       
                  Existe uma semelhança entre os modos musicais gregos antigos com os cantos gregorianos por causa da modalidade. A modalidade era e continua sempre a base mais rica da musica de todos os tempos. O princípio da modalidade é o diatonismo.   O diatonismo aparecia também no sistema grego, a base mais rica da musica antiga e da moderna. Ele não admite alterações, mas também não leva em conta o cromatismo. 

                  A música da idade média era composta nesse sistema de tons, o ideal C –Dur o qual possibilita outras combinações originais. As outras escalas derivadas dela, diferenciam-se apenas pelo lugar do meio-tom dentro da oitava.    Julia D`Almendra estudou os modos gregorianos nas composições de Claude Debussy, em uma pesquisa do arcaísmo da arte da musica francesa, afirma que são os intervalos que determinam as modas: Protus, Deuterus, Tritus e Tetrardus.

Gráfico, Gráfico de bolhas

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                   A musica de igreja, segundo Julia D`Almendra em seu livro- ¨Les Modes Grégoriens dans l' Ouevre de Claude Debussy¨( 1947/48), mostra como é possível a simples transposição da terceira nota para a frente, uma vez que a essa melodia não tem nada a ver com a altura do tom. 

          O Si ou H, é a única nota que pode ser alterada ou bemolbelizada, sem fazer nenhuma diferença no sistema diatônico. Elas são lidas sempre no sentido ascendente, enquanto os modus gregos são lidos no sentido descendente, e são os intervalos que constituem o modo. 

        A transposição é feita pela modulação, na quarta ou quinta nota, contadas partir de sua tônica. Teremos assim protus em Re,Lá e Sol com Si bemol. Deuturus em Mi, La bemol, e Si ou H sustenido. Tritus em Fa, Si bemol e Do. Gregorio) – hexa- acorde de seis notas- tinha um padrão fixo de intervalo.

                   Benedito de Nursia que fundou o mosteiro de Montecassino em 529 DC,  adotou os cantos gregorianos para os rituais da igreja o qual é usado até hoje. Sua raiz é a  modalidade, a proporção ou  a equidistância entre os tons da escala diatônica de Pitágoras.         

     O sistema musical da antiguidade corresponde às teclas brancas do piano e tem a forma da mais pura natureza melódica. Entre o primeiro e o ultimo tom existiam mais 6 tons, diferente da escala atual de onze (11) tons.

  A música gregoriana não é apenas uma prece, mas sobretudo uma forma de arte magnífica, uma expressão musical perfeita. O estudo dos cantos gregorianos nos permite acompanhar a evolução das formas que são contidas nos antigos cantos da igreja. São modos diferentes do colorido, que dá ao compositor a possibilidade de outras modulações, diferentes do sistema tonal.

                  O diatonismo aparecia também no sistema grego, a base mais rica da musica antiga e da moderna. Ele não admite alterações, mas também não leva em conta o cromatismo. A música da idade média era composta nesse sistema de tons, o ideal C –Dur o qual possibilita outras combinações originais. As outras escalas derivadas dela, diferenciam-se apenas pelo lugar do meio-tom dentro da oitava.  Julia D`Almendra estudou os modos gregorianos nas composições de Claude Debussy, em uma pesquisa do arcaísmo da arte da musica francesa, afirma que são os intervalos que determinam as modas.                                  

 A MUSICA NA IDADE MÉDIA

    A música na idade média era como uma pintura em tons de cinza, só se considerava o seu valor tonal, isso é o claro escuro. 

Foto em preto e branco de pessoas em um campo

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         As composicões musicais  não consideravam o cromatismo, a cor em si mesma, a harmonia acontecia pelo grau da cor em uma escala de cinzas a preto, chamada de melódica da escala monocromática. Se fecharmos os olhos e comprimindo a testa em direção ao nariz, ao observarmos as cores, as veremos que todas têm seu valor total, do cinzas ao preto.


                                           A MÚSICA NO CLASSICISMO

    Durante o raiar desse século, a musica francesa, com Claude Debussy, iniciou um movimento musical utilizando o sistema modal cromático. Foi ele, quem fez essa emancipação apelando para as fontes modais da Idade Média, criando uma ponte entre musica moderna e o sistema modal.
                       
            O movimento de abandono do antigo sistema tonal, chamou-se atonalismo. Esse sistema utilizou a escala cromática de 12 tons e semi tons, respeitando a equidistância entre as notas do sistema tonal, movimento que devolveu à musica o ritmo da melodia, como pretendia Schönberg.

Gráfico, Gráfico de bolhas

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      A harmonia funcional foi introduzida no Brasil por Hans-Joaquim Koellreuther, um alemão nacionalizado brasileiro. De acordo com ele, a principal função do acorde está na TÔNICA, a qual lhe dá o nome que origina o acorde. Sua função é de repouso- a mesma da cor complementar. A função de aproximação é da dominante – de maior area, e a de afastamento é a subdominante. Essas funções, segundo ele, permitem criar uma perspectiva temporal, podendo-se notar o movimento da música em uma direção.

     Nos concertos de musica clássica temos geralmente o grande final dava-se com o encadeamento da dominante mais a tônica- isso significa- a soma das duas cores complementares- dão sempre um NEGRO!

                                                        JOHANN SEBASTIAN BACH


    Johann Sebastian Bach( 1685/1750) foi um compositor alemão, organista e mestre na arte da fuga e do contraponto. Ele não ganhou reconhecimento durante sua vida, mas hoje é conhecido como os 3 B da Musica-Bach, Bethoven e Brahms, e é considerado o pai da música ocidental. O seu maior feito foi a criação do piano temperado, tal como hoje o conhecemos, onde aplicou os conhecimentos de Pitágoras sobre a escala diatonica. Esse sistema internacional de escalas sonoras que me serve também como ponto de convergência para um sistema de cores.

    Seu pai era capelão e mestre da corte do rei da Prússia, Frederico , o Grande, e lhe apresentou o pequeno Bach, o qual ficou impressionando pela sua capacidade de improvisação. A corte em Potsdam era frequentada por grandes pensadores como Voltaire e também pelo matemático Leonhard Euler.

    Bach teve uma vida de tragédias pessoais, perdeu a mãe e o pai ainda criança e foi criado por um irmão mais velho que não lhe dava o direito de ser músico. Esse, também  músico, tinha aulas com um famoso professor da época- Pachebel. O jovem Bach, enquanto o irmão dormia, no escuro, copiava as partituras para estudar mais tarde, mas quando esse  descobriu as rasgou todas.

             Casou-se com uma prima, mas ela também morreu cedo e no fim de sua vida ainda ficou cego. Ele passava a maior parte de seu tempo dando aulas de piano, mas também era organista em diversas igrejas.

    O instrumento musical da época era o Cembalo ou piano forte, onde a melodia só podia tocada com os sons na mesma altura.
 Qualquer pessoa que analise as fugas de Bach pode constatar sua preocupação com a modulação e a harmonia. Seus trabalhos lhe exigiram uma reforma no teclado do piano e de todos os instrumentos musicais e com consequência também na maneira de compor - ele dava muita importância à frase musical!

             O piano temperado criado por Bach é um instrumento que tem um número limitado de tons- se falarmos em cores, posso dizer que se restringe a 11 cores, sendo que a décima segunda é novamente a primeira. Esse sistema permite que os sons e as cores possam se misturar ou soar entre si.

Piano ao fundo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.                               Organista, como era, foi inspirado num coral, que criou o piano temperado, o mais completo dos instrumentos musicais, o qual tem sete oitavas de seis teclas brancas e quatro de negras. Temperadas pela temperatura e timbre como as vozes de um coral- mais altas e mais baixas, a mesma melodia cantada em diversas vozes e em diversas alturas.

   Ele foi um mestre da FUGA,  um tema tocado em diversas vozes, depois vem uma parte fantasia que era quase sempre improvisada, voltando depois ao tema.
   O teclado do piano pode ser pensado também como cada oitava em  tons de cinza, começando pelo mais claro, a seria das notas mais altas FA, e ao mais escuro- as notas mais baixas SI. Essa correspondência também pode ser representada pelas cores, considerando seu valor tonal.
                               

 O CONTRAPONTO E AS CORES COMPLEMENTARES

              Contraponto é a gramática da música exercendo o mesmo papel da cor complementar para a pintura. Contraponto é o tom que faz o contraste, o oposto, como o quente do frio,o alto do baixo, o inspirar  do expirar- o movimento da vida! Tudo na natureza é regido pelo mesmo princípio desse movimento e isso acontece também na música e nas cores. 

             Nossa visão é um dos sentidos mais importantes do ser humano, a maior parte de nossas sensações de vida são captadas por nosso órgão óptico. A ilusão de cor, é porque a cor não existe no mundo real, ela é causada em nosso cérebro através dos raios de luz. Os animais veêm apenas em uma sequência de branco, cinza e preto. 

Padrão do plano de fundo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.  Podem imaginar um mundo sem cores

          Ao olharmos  longamente para o ponto preto no centro da esfera colorida, depois de alguns segundos, olhando para a bola branca na tela, veremos sua cor complementar!  Isso acontece porque os olhos precisam de descanso, o que ocorre ao ver sua cor complementar. Pela cor magenta veremos o verde, azul - laranja, amarelo - violeta, coral -turquesa, etc

          Nossos olhos são compostos por um tecido com um grande número de receptores de luz, ou das ondas electromagnéticas,  que decompôem a luz branca em um espectro de cores, como em um prisma.

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